Arquivo da categoria: Artigos 2

Os filósofos pré-socráticos

O vídeo abaixo discute o conceito de ARKHÉ, que significa PRINCÍPIO  ou ORIGEM. Esta era a questão fundamental da reflexão dos primeiros filósofos, aqueles que viveram antes de Sócrates e foram chamados pelos historiadores de PRÉ-SOCRÁTICOS.

 

 

 

O vídeo está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=uT8s-6nLhHY

 

Verifique também este segundo vídeo, em que são apresentadas informações importantes para compreendermos o pensamento filosófico dos PRÉ-SOCRÁTICOS.

 

 

 O vídeo está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=z5h0u-EIB0I

 

Os filósofos pré-socráticos são, como sugere o nome, os filósofos anteriores a Sócrates. Contudo essa divisão se dá mais propriamente devido ao objeto de sua filosofia em relação à novidade introduzida por Sócrates, do que à cronologia – pois que, temporalmente, alguns dos ditos pré-socráticos são contemporâneos a Sócrates, ou mesmo posteriores a ele (no caso de alguns sofistas).

Primeiramente esses filósofos, também chamados de “naturalistas” ou filósofos da physis (natureza – entendendo-se este termo não em seu sentido corriqueiro, mas como realidade primeira, originária e fundamental¹, ou o que é primário, fundamental e persistente, em oposição ao que é secundário, derivado e transitório²), tinham como escopo especulativo o problema cosmológico, ou cosmo-ontológico, e buscavam o princípio (ou arché) das coisas.

Num segundo momento, com tal problemática entrando em crise, surge a sofística, e o foco muda do cosmo para o homem e o problema moral.

Os principais filósofos pré-socráticos (e suas escolas) foram:

• Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaximenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
• Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;
• Escola Eleata: Xenófanes, Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia e Melisso de Samos.
• Escola da Pluraridade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Mileto e Demócrito de Abdera.

Quanto aos sofistas, não houve propriamente uma escola, mas pode-se dividi-los em alguns blocos:

Primeira geração: Protágoras e Górgias;

Segunda geração: Pródico de Céos, Hípias e Antifonte;

Eristas e sofistas políticos.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos 2, Filosofia, Pré-socráticos, Texto informativo

Tales de Mileto (624-548 a.C.)

Tales da cidade de Mileto

Tales da cidade de Mileto

Primeiro filósofo Milesiano. Tales foi comerciante de sal, azeite e oliva e enriqueceu como proprietário de prensas de azeitona durante uma safra promissora. Sabe-se que Tales previu um eclipse ocorrido em 585 a.C. De suas idéias quase nada é conhecido. Aristóteles o chama de fundador da filosofia, e lembra que a sua doutrina baseia-se na água como o elemento primordial de todas as coisas (physis, fonte originária, gênese), e que para suportar as transformações e permanecer inalterada, a água deveria ser um elemento eterno.

Atribui-se a Tales a afirmação de que “todas as coisas estão cheias de deuses”, o que talvez pode ser associado à idéia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação representa não um retorno a concepções míticas, mas simplesmente a idéia de que o universo é dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as inundações do Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo: teorema de Pitágoras). Tales viajou por várias regiões, inclusive o Egito, onde, segundo consta, calculou a altura de uma pirâmide a partir da proporção entre sua própria altura e o comprimento de sua sombra: essa proporção é a mesma que existe entre a altura da pirâmide e o comprimento da sombra desta. Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como teorema de Tales.

Tales foi um dos filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio físico, material, chamado arqué. Para Tales, o arqué seria a água. Tales observou que o calor necessita de água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, que os germens são úmidos, que os alimentos contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era a água. Com essa afirmação deduz-se que a existência singular não possui autonomia alguma, apenas algo acidental, uma modificação. A existência singular é passageira, modifica-se. A água é um momento no todo em geral, um elemento. Tales com essa afirmação queria descobrir um elemento físico que fosse constante em todas as coisas. Algo que fosse o princípio unificador de todos os seres.

Principais fragmentos:

• “… a água é o princípio de todas as coisas…”.

• “… todas as coisas estão cheias de deuses…”.

• “… a pedra magnética possui um poder porque move o ferro…”

Visite o site: http://www.aruasetima.wordpress.com

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos 2, Tales de Mileto

Início do racionalismo

 

 

 

 

Percebia, com os sentidos, que as coisas mudam. Mas sua razão lhe dizia que é logicamente impossível que uma coisa se tornasse diferente e, apesar disso, permanecesse de algum modo a mesma. Quando se viu forçado a escolher entre confiar nos sentidos ou na razão, escolheu a razão. Essa inabalável crença na razão humana recebeu o nome de racionalismo. Um racionalista é alguém que acredita que a razão humana é a fonte primária de nosso conhecimento do mundo.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos 2, Pré-socráticos, Racionalismo, Texto informativo

Heráclito

   

Heráclito

Heráclito

     

 

 

Um contemporâneo de Parmênides foi Heráclito (c. 540-480 a.C.), que era de Éfeso, na Ásia Menor. Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo, seria a característica mais elementar da Natureza. Podemos talvez dizer que Heráclito acreditava mais do que Parmênides naquilo que percebia. Tudo flui, disse Heráclito. Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece. Por conseguinte, “não entramos duas vezes no mesmo rio”. Quando entro no rio pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos.

Problema: Parmênides e Heráclito defendiam dois pontos principais diametralmente opostos. Parmênides dizia:

  • a) nada muda,
  • b) não se deve confiar em nossas percepções sensoriais.

Heráclito, por outro lado, dizia:

  • a) tudo muda (“todas as coisas fluem”), e
  • b) podemos confiar em nossas percepções sensoriais.

Quem estava certo? Coube ao siciliano Empédocles (c. 490-430 a.C.) indicar a saída do labirinto.

Como estudioso da physis, Heráclito acreditava que o fogo era a origem das coisas naturais.

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos 2, Heráclito, Pré-socráticos

Empédocles

Ele achava que os dois estavam certos:

  • 1. A água não poderia, evidentemente, transformar um peixe em uma borboleta. Com efeito, a água não pode mudar. Água pura irá continuar sendo água pura. Por isso, Parmênides estava certo ao sustentar que “nada muda”.
  • 2. Mas, ao mesmo tempo, Heráclito também estava certo em achar que devemos confiar em nossos sentidos. Devemos acreditar naquilo que vemos, e o que vemos é precisamente que a Natureza muda.
  • 3. Solução – Empédocles concluiu que o que precisava ser rejeitado era a idéia de uma substância básica única. Nem a água nem o ar sozinhos podem se transformar em uma roseira ou uma borboleta. Não é possível que a fonte da Natureza seja um único “elemento”. Empédocles acreditava que a Natureza consistiria em quatro elementos, ou “raízes”, como os denominou. Essas quatro raízes seriam a terra, o ar, o fogo e a água.

A – Como ou por que acontecem as transformações que observamos na natureza?

  • 1. todas as coisas seriam misturas de terra, ar, fogo e água, mas em proporções variadas. Assim as diferentes coisas que existem seriam os processos naturais gerados pela aproximação e à separação desses quatro elementos.
  • 2. Quando uma flor ou um animal morrem, disse Empédocles, os quatro elementos voltam a se separar. Podemos registrar essas mudanças a olho nu. Mas a terra e o ar, o fogo e a água permaneceriam eternos, “intocados” por todos os componentes dos quais fazem parte. Dessa maneira, não é correto dizer que “tudo” muda.
  • 3. Basicamente, nada mudaria. O que ocorre é que os quatro elementos se combinariam e se separariam – para se combinarem de novo, em um ciclo. B – O que faria esses elementos se combinarem de tal modo que fizessem surgir uma nova vida? E o que faria a “mistura”, digamos, de uma flor se dissolver de novo? Empédocles pensava que haveria duas forças diferentes atuando na Natureza. Ele as chamou de amor e discórdia. Amor uniria as coisas, a discórdia as separaria.

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos 2, Empédocles, Filosofia, Pré-socráticos, Texto informativo

Demócrito e a Teoria Atômica

Para Demócrito, as transformações que se pode observar na natureza não significavam que algo realmente se transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por uma infinidade de “pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e indivisível”. A estas unidades mínimas deu o nome de ÁTOMOS. Átomo significa indivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidades indivisíveis. “Isto porque se os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudessem ser divididas em unidades ainda menores, a natureza acabaria por diluir-se totalmente”. Exemplo: se um corpo – de uma árvore ou animal, morre e se decompõe, seus átomos se espalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos.

3 Comentários

Arquivado em Artigos 2, Demócrito, Teoria atômica

Pensamento pré-socrático

Grécia Antiga

Grécia Antiga

Heráclito

Heráclito

Tales da cidade de Mileto, primeiro filósofo

Tales da cidade de Mileto, primeiro filósofo

 

9 Comentários

Arquivado em Artigos 2